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Vida PrŠtica

Salve Salvador

Uma cidade linda, hospitaleira, com paisagens incríveis e um povo que sabe receber como ninguém

Gabriella Galvão
Foto: Edson Ruiz
“Você já foi à Bahia, nêga?/ Não?/ Então vá!/ Quem vai ao Bonfim, minha nêga,/ Nunca mais quer voltar./ Muita sorte teve,/ Muita sorte tem,/ Muita sorte terá (…)”. Essa música de Dorival Caymmi é um convite para visitar a Bahia e conhecer as belezas da capital, Salvador, com suas paisagens deslumbrantes, culinária de dar água na boca, cultura para todos os lados e um calor gostoso refrescado pela brisa do mar.

Com um clima de verão durante quase todo o ano – com exceção para os meses de inverno, época em que chove muito –, a cidade cada vez mais recebe turistas do Brasil e do mundo inteiro e oferece um balaio de atrações, como festas populares, bares, religião, história, arte, música, culinária, belezas naturais...

Opção é o que não falta nessa cidade fundada em 1549, que foi capital brasileira até 1763 e hoje reúne 2,7 milhões de habitantes, segundo pesquisa realizada pelo IBGE em 2010. Os baianos são receptivos, hospitaleiros e festivos e certamente você será bem recebida quando estiver por lá.

 De frente para o mar

O litoral de Salvador tem 50 quilômetros de praias. Todas com água do mar na temperatura ideal para mergulhos e práticas esportivas. No passado, havia barracas com boa infraestrutura, mas foram derrubadas por determinação judicial. Hoje, existem vendedores ambulantes que alugam mesas e guarda-sóis na maioria delas, mas ainda é possível desfrutar da comunidade e da mordomia de grandes barracas montadas em uma área permitida, como a Barraca Pipa e a Barraca do Lôro, na Praia do Flamengo, com garçons, parques infantis, chuveiros de água doce, banheiros e até massoterapia (no Lôro). A praia fica afastada do centro da cidade, mas vale a pena ir.

Na Barra, região mais central, duas excelentes opções para tomar sol e se refrescar são a Praia do Farol da Barra e a do Porto da Barra, com seu mar sem ondas e muita gente bonita e descolada durante a semana – nos fins de semana as duas ficam muito cheias, prefira as mais distantes e menos lotadas, como a do Buracão, no Rio Vermelho, ainda desconhecida dos turistas.

Independentemente da praia onde você estiver, vai encontrar um grande número de ambulantes vendendo água de coco, sorvetes, cangas, óculos, queijos, sanduíches naturais...Não deixe de experimentar o picolé Capelinha, tradicional guloseima soteropolitana criada há 40 anos. Naturais, os sabores de frutas (sempre as da época), de tapioca e de amendoim são os mais tentadores – esqueça a dieta e se delicie!

Parada obrigatória

Comece o tour pelo Centro Histórico, tombado pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade, onde ficam as construções mais antigas da cidade. Desça do salto, porque a maior parte do percurso será feita a pé, principalmente no Pelourinho. As

suas ladeiras reúnem lojas, igrejas (a de São Francisco, com o interior em ouro e madeira de jacarandá, é um imperdível exemplo do barroco português), bares, restaurantes, museus e galerias de arte.

Conheça também a Fundação Casa de Jorge Amado, uma organização que busca preservar, pesquisar e divulgar o acervo do escritor baiano Jorge Amado, que este ano completaria 100 anos. Lá, você vai conhecer também a Catedral Basílica, a Igreja do Rosário dos Pretos, a Praça da Sé e a da Cruz Caída, sem esquecer o Instituto Mauá, com trabalhos de artesãos de diversas cidades do Estado, e o Elevador Lacerda, com uma linda vista para as águas da Baía de Todos os Santos. Pegue o elevador rumo à Cidade Baixa.

Visite a Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia e entre no Mercado Modelo, tradicional centro de artesanato típico da Bahia. São mais de 250 boxes, dois restaurantes e bares. Durante o dia, sem horário marcado, são feitas rodas de capoeira com apresentações bacanas de se ver.

Ainda na Cidade Baixa, siga em direção à Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, o maior templo de fé católica para os baianos e símbolo do sincretismo religioso da Bahia. Compre as tradicionais fitinhas do Bonfim dos vendedores ambulantes ou nas lojinhas no entorno da igreja, são um ótimo presente. A crença popular diz para você amarrar no punho dando três nós e fazer três pedidos – na teoria, quando a fita arrebentar, os desejos serão realizados. Outra tradição é amarrar a fitinha na grade em volta da igreja, a maioria dos turistas e baianos não sai de lá sem esse ritual.

Perto do Bonfim fica o bairro da Ribeira, cuja visita é imperdível, principalmente se estiver na hora do almoço. Em volta da orla você encontra bares e restaurantes simples que servem deliciosas moquecas e outros pratos típicos. Depois, é obrigatório passar na Sorveteria da Ribeira, criada em 1931. Todos os sabores, produzidos artesanalmente, são um manjar dos deuses. O lugar recebe muitas celebridades, turistas e baianos e está sempre cheio.
Foto: Edson Ruiz
Do outro lado da cidade

No bairro de Armação, na orla, fica o restaurante Yemanjá, considerado um dos templos da culinária baiana, especializado em peixes e frutos do mar. Chegue cedo porque a fila de espera é grande, inclusive durante a semana. Também não dá para passar por Salvador sem se deliciar com caranguejo e lambreta, um molusco que é servido cozido e, segundo a crença popular, tem poderes afrodisíacos. Você encontra as iguarias em bares e restaurantes específicos, como a Cabana da Celi e o Caranguejo do João. Assim como essas delícias e a moqueca, é obrigatório comer acarajé e abará, bolinhos feitos à base de feijão, servidos com vatapá, salada de tomate e camarão.

Em Salvador existe uma “baiana” (como são chamadas as vendedoras de acarajé com seus tabuleiros) em cada esquina, mas as mais famosas são as barracas da Dinha, que fica no Rio Vermelho, e da Cira, em Itapuã. Só não pague o mico do turista desavisado e peça “acarajé ou abará quente”. Na Bahia, isso significa carregado de pimenta. Se gostar, diga para a baiana apenas dar uma “passadinha de pimenta”, ela vai entender o recado. Encerre o dia vendo o pôr do sol no Farol da Barra com o mar à sua frente. A vista é deslumbrante, o clima é romântico e o espetáculo, inesquecível.

COMO CHEGAR

Há voos diários e diretos saindo das principais capitais brasileiras para o Aeroporto Internacional de Salvador – Deputado Luís Eduardo Magalhães. Confira as empresas aéreas que oferecem o destino em:

www.infraero.gov.br/index.php/br/aeroportos/bahia/aeroporto-internacional-de-salvador/companhias-aereas.html

ONDE FICAR

De hostel a hotel cinco estrelas, veja cinco sugestões de hospedagem (preços pesquisados em setembro):

Pestana Bahia Lodge (5*) – Diária casal a partir de R$ 373, com café da manhã. Rio Vermelho (71) 2103-8000, www.pestana.com

A Casa das Portas Velhas Hotel Boutique (4*) – Diária casal a partir de R$ 255, com café da manhã. Santana (71) 3324-8400, www.acasadasportasvelhas.com.br

Villa da Praia (4*) – Diária casal a partir de R$ 230, com café da manhã. Itapuã (71) 3555-3200, www.villadapraia.com.br/capa/index.html

Bahia Sol e Mar Hotel (3*) – Diária casal a partir de R$ 136, com café da manhã. Ondina (71) 3336-4531, www.bahiasolemar.com.br

Laranjeiras Hostel – Diárias a partir de R$ 32 (coletivo) e R$ 115 (privativo para casal ou individual), com café da manhã. Pelourinho (71) 3321-1366, www.laranjeirashostel.com.br

ONDE IR

Barraca do Lôro – R.Desembargador Manoel de Andrade Teixeira, 266, Praia do Flamengo (71) 3015-0140, www.barracadoloro.com.br

Barraca Pipa - Rua Thales de Azevedo, 0, Praia do Flamengo (71) 3264-6422

Cabana da Celi – Av. Luis Tarquínio Pontes, 33/34, Villas do Atlântico (71) 3379-9538, www.cabanadacely.com.br

Cabana do João – R. Antônio Manoel Galvão 30, Pituaçu (71) 3371-3020/3362-2889

Restaurante Yemanjá – Avenida Otávio Mangabeira, 4655, Armação (71) 3461-9010, www.restauranteyemanja.com.br

Sorveteria da Ribeira – Praça General Osório, 87 (71) 3316-5451, www.sorveteriadaribeira.com.br
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