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Sa˙de e Bem Estar

Amigo íntimo

Cada vez mais os sabonetes íntimos fazem parte da nossa rotina. Ajudam a combater micro-organismos indesejados e odores desagradáveis e ainda mantêm a pele fresca. Você já os incorporou à sua higiene diária?

Ana Carolina Carvalho
Foto: Shutterstock
Os sabonetes íntimos chegaram às prateleiras em 2006 e de mansinho estão conquistando espaço no nosso nécessaire. Mas ainda provocam a dúvida: realmente são diferentes do sabonete básico do dia a dia? Você sabe, a região da vagina é delicada e merece atenção para lá de especial. Não só por ser a área da reprodução humana, mas também porque ali sempre há uma mistura um tanto esquisita (confessemos!), como lembra o professor Paulo Giraldo, titular de ginecologia da Universidade Estadual de Campinas (SP). O lugarzinho convive com urina, gordura, umidade, suor e células mortas que precisam ser retirados com cuidado e na medida. “A falta ou o excesso de higiene favorecem o surgimento de micro-organismos prejudiciais, que podem causar desde coceiras e corrimento até infecções urinárias”, alerta Paulo.

Assim, ter um produto adequado para auxiliar na limpeza diária é uma medida bem vista pela maioria dos especialistas. Tanto que médicos da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) revisaram mais de 140 trabalhos científicos sobre o tema e lançaram o 1º Folheto de Orientações sobre Higiene Íntima Feminina, distribuído nos consultórios. E é o tal do pH – índice usado para determinar o grau de acidez ou de alcalinidade de uma substância ou de certa área – que manda. Na vagina, o pH é ácido, em torno de 5,9. “Essa acidez é importante porque protege a região de fungos e bactérias que podem causar incômodos, desequilíbrios e até doenças”, esclarece Claudio Emilio Bonduki, professor de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (SP). A ideia, entretanto, não é ter uma área estéril: a delicada vulva já é povoada por lactobacilos, bactérias que atuam na manutenção de sua saúde – e a ordem é que elas continuem lá.

Então, qual é o papel do sabonete íntimo nessa história? “A grande diferença desse tipo de sabonete está justamente no pH”, diz Rosa Maria Neme, ginecologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). “Enquanto os comuns têm pH alcalino, que torna as condições desfavoráveis para o desenvolvimento dos lactobacilos que protegem a vulva, os íntimos têm o pH ácido e limpam sem agredir a camada protetora da pele”, explica Paulo Giraldo. “Outra vantagem: a versão em barra normalmente é compartilhada por toda a família, o que facilita a contaminação, enquanto os líquidos são usados pontualmente.” Portanto, você pode trocar o sabonete comum pelo íntimo na hora do banho diário. Mas há uma regra: o sabonete íntimo está restrito à parte externa da região genital, por isso jamais pode ser usado nas duchas vaginais. E se ele quase não fizer espuma, não se preocupe – é porque contém pouco detergente, outro fator importante para não comprometer a saúde da região. Último aviso: se mesmo fazendo uma higiene adequada você sentir ardência, irritação, coceira ou sensibilidade, consulte seu ginecologista imediatamente.

Prateleira

Higeia Sabonete Íntimo, Natura, R$ 24.

Tem pH fisiológico fundamental para manter a integridade da região e fragrância que neutraliza maus odores.

Double Effect, Nivea, R$ 14.

Contém ácido lático, que ajuda a fortalecer a barreira de defesa da pele, e óleo de abacate.

Sabonete Líquido Íntimo, Íntimus, R$ 9.

A fórmula rica em glicerina e aloe vera é confortável e prolonga a sensação de bem-estar.

Dermacyd Delicata, Sanofi-Aventis, R$ 20.

Graças à ação do ácido lático, mantém o equilíbrio do ph e suaviza odores eventuais.
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