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Comportamento

Louro José abre o bico!

Ana Maria Braga entrevista o seu filho querido Louro José

Ana Maria Braga
Foto: Marcos Pinto
Não sei o que seria da minha vida sem meu terceiro filho, o Louro José...Quando a redação me sugeriu entrevistá-lo, confesso, fiquei orgulhosa e preocupada. Do que falar? O que contar? Tanta coisa, uma vida... Resolvi não preparar nada antecipadamente e apenas bater um papo com o coração aberto. Não esquecendo que é um coração de mãe. Ficou assim...

Ana Maria Braga (A): Pela primeira vez estou entrevistando meu filho Louro José. Nunca imaginei que fosse fazer isso um dia.

Louro José (LJ): Pode perguntar e já responder, porque você sabe tudo.

A: O que você lembra dos primeiros momentos de vida, há 15 anos?

LJ: Lembro de coisas tristes, de como eu era feio (risos). Eu era um projeto de Louro José. Achei que ia ser uma grande brincadeira e que ia passar logo. Não imaginei que eu fosse ficar tanto tempo no ar.

A: Um monte de gente me pergunta como você passou a ser interpretado pelo Tom. O que o Tom fazia nessa época?

LJ: O Tom era coordenador de estúdio, produtor executivo. Antes ele tinha trabalhado com eventos, tinha sido motorista de ambulância, office-boy. Ele estava com 23 anos. Na primeira vez que entrei no ar tive medo. Eu era tímido e muito feio.

A: Você foi melhorando com plástica?

LJ: É, a plástica aconteceu aqui na Globo. Foi uma plástica total e fiquei essa graça, esse espetáculo que sou.

A: O que mais você se recorda daquela época?

LJ: Gosto de lembrar do momento em que começou a ser divertido. Porque no começo eu tinha medo, não vou te enganar, não. “Lá vem a Ana Maria, meu Deus… O que ela vai me perguntar?” Depois acho que nós dois fomos entendendo o que seria. No começo a gente não tinha muita ideia.

A: Aí veio o convite para você vir para a Globo, você já estava com 2 anos. O que você sentiu se transformando em um papagaio global?

LJ: Tive medo de novo. Quando a gente vem pra cá ouve um monte de bobagem: “Onde já se viu um programa na Globo ter um papagaio de espuma?”. Não vou dar o nome do cara, mas um humorista famoso não se conformava de contratarem um papagaio pra ganhar mais do que ele. E era tudo mentira, eu não ganho até hoje o que ele pensa que eu ganhava naquela época. Mas também, se a gente fosse ouvir tudo o que falam, estava ralado, tinha desistido há muito tempo.

 
Foto: Marcos Pinto
A: Você já passou por alguns perrengues com crianças...

LJ: Sim, alguns. Você sabe que a maior responsabilidade que eu tenho é fazer um trabalho para as crianças. Porque os adultos gostam de mim, mas falo mais diretamente para elas. Elas mandam e-mails, cartinhas, fotos. Muitas escrevem para contar como foi o dia na escola, ou para falar o que viram no programa. É muito legal. Tem uma história muito engraçada. Em certo ano eu fiz uma baita lista de Natal e o Papai Noel disse que não ia mandar nada porque eu não merecia. Um menininho me mandou uma caixinha com uma carta dizendo que ficou chateado que eu não ia ganhar presente e pegou um dos quatro carrinhos que tinha para mandar pra mim. Aquilo foi emocionante demais. O nome do menininho é Henrique, ele é de São Paulo e eu tenho o carrinho até hoje. Foi um momento muito especial.

A: O que você diria neste mês em que a gente está falando de alegria, já que você é o símbolo da alegria?

LJ: A primeira coisa é algo que eu aprendi contigo lá atrás, quando te conheci, Ana: “Acredite no seu sonho”. Porque eu nasci de um sonho, do seu sonho, e eu sou realidade. Estou aqui hoje para mostrar que os sonhos se realizam. E crescem, viu? Crescem, falam, dão um trabalho filho da mãe, querem ganhar coisa cara. Outra coisa que acho importante que tenho visto muito por aí é que os filhos passem a respeitar mais seus pais e seus avós. As crianças estão perdendo o respeito e isso não é legal. Elas têm que respeitar, ouvir conselhos e admitir que às vezes erram, fazem bobagem, e têm que ser corrigidas. Filho gosta quando o pai e a mãe têm controle, falam “não”. A gente se sente mais seguro. Tem gente que acha que criança feliz é criada com total liberdade, mas não é.

*Veja a entrevista completa na edição número 06 da revista A!
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