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Comportamento

Galã nacional

Talento, sorriso largo e charme viril fizeram de Rodrigo Lombardi um dos homens mais cobiçados do País. No ar como o charmoso capitão Théo, de Salve Jorge, o sucesso só aumenta

Ana Maria Braga
Foto: Rede Globo
Ana MARIA BRAGA (AMB): A novela está no comecinho, mas fala um pouco do que vai acontecer de emocionante com o Théo nas próximas semanas...

RODRIGO LOMBARDI (RL): É uma novela muito grande, com muitos personagens, ainda não deu tempo nem de apresentar todo mundo direito! (risos). Mas sabe como é, né? É uma novela da Glória Perez, assunto não vai faltar! O Théo vai, por enquanto, junto com o elenco do regimento, mostrar ao Brasil o dia a dia da cavalaria, desses homens e mulheres incríveis que vivem para defender e construir um Brasil melhor. Muitas vezes eles fazem trabalhos invisíveis aos olhos de todos, mas imprescindíveis para manter a integridade do nosso País.

AMB: Você acha que o sucesso do Raj vai se repetir com o personagem Théo?

RL: É um personagem com uma energia completamente diferente da do Raj. Não construo um personagem pensando em sucesso, pois sucesso não é algo palpável, não é uma ferramenta de trabalho. O Théo é solar, aventureiro, erra, acerta, como todo mundo. É um cara que poderia ser seu vizinho. O Raj era muito mais um conceito. Não estou dizendo que não haja pessoas assim, mas ele estava inserido num “realismo fantástico” e o Théo mora logo ali.

AMB: É a sua segunda novela da Glória Perez. Como está sendo trabalhar com o texto dela novamente?

RL: É incrível! Tudo fica mais simples, pois eu já tive um primeiro contato com a Glória e a cada cena que chega consigo entender como ela pensa, até para poder fornecer material a ela também.

AMB: Como é essa história de você ter ido para a Turquia gravar as últimas cenas do Théo?

RL: Coisas de novela... (risos). Não sabíamos como fazer as cenas, mas tínhamos muita confiança na Glória. O recado era: “Façam o melhor que puder e eu chego lá”. É uma adrenalina muito grande, algo que não está em nossas mãos e, por isso mesmo, muito bom de fazer. Quem tem medo não gosta, mas não estamos aqui para ter medo, e sim para adquirir uma confiança no outro para que possamos alçar voos muito mais altos.

AMB: Você é uma pessoa muito sensível. Esse é o segredo para ser um bom ator?

RL: Para ser um bom ator, só tem um jeito: trabalho! Quanto mais eu trabalho, mais convicção eu tenho. Mais dúvida também (risos). É engraçado, mas é assim mesmo. O que muda é a qualidade da dúvida. Hoje tenho um pensamento muito mais apurado sobre o mundo do que antes. Não sei se sou bom. Não é nem nunca foi meu objetivo “ser bom”. Meu objetivo sempre foi continuar trabalhando. Gosto de trabalhar. Me divirto muito e aprendo muito. Quer emprego melhor?

AMB: Como foi gravar no Complexo do Alemão? Você já havia subido o morro?

RL: Foi incrível, pois no workshop que fizemos tivemos a oportunidade de nos aproximar dos moradores do Alemão e dividir um pouco das alegrias e dificuldades dessas pessoas que passaram por um momento incrível, um marco na história deste País. Quando chegamos lá para gravar, parte dessas pessoas estava com a gente, então foi só alegria.

AMB: Eu sei que o trabalho do ator é saber separar as emoções, mas seja sincero: é fácil resistir às mulheres lindas com quem você contracena? Não dá nem um pouquinho de tentação?

RL: Só fica difícil se você se predispõe a isso. Não é difícil. Não entra nem em questão. Temos uma relação de trabalho muito intensa e sabemos que na segunda-feira após o último capítulo não nos encontraremos mais com essa frequência e intensidade. Quem assiste acha que naquela cena foi feito só aquilo que foi visto... Se as pessoas soubessem... (risos). Todo mundo que eu levei ao Projac para assistir até mesmo a essas tais cenas que vocês falam saiu de lá dizendo “gente, é isso? que chato...”.

AMB: Você costuma ter pouco tempo entre uma novela e outra. Não sente falta de tirar umas boas férias?

RL: Sim. O problema é que não sei o que fazer nas férias. Sinto uma espécie de culpa e logo arrumo sarna pra me coçar.

AMB: Como foi se tornar pai?

RL: Acho que ser pai é a razão de existirmos. Não há nada mais divertido, íntimo, trabalhoso, gostoso e recompensador. Tenho uma ótima relação com o Rafa. Queria ter mais tempo. Gostaria de ter tido mais tempo com meu pai também, mas é assim mesmo. O importante é a qualidade desse tempo.

AMB: Eu já senti na pele como os paparazzi no Rio podem ser chatos. Como você lida com eles?

RL: Acho um saco! Uma gente que rouba você. Que te esgota. Que te incomoda. Que te cerca... Mas temos que conviver com eles.

AMB: Queria te agradecer por falar comigo no meio desse ritmo louco de gravações. Você tem uma energia tão boa. E espero que quem estiver lendo essa entrevista sinta o mesmo que eu.

13 facetas de Rodrigo

Durante sua carreira, o ator personificou os mais diversos tipos. Em comum, eles têm o sorriso largo, o charme viril e a voz envolvente de Rodrigo Lombardi. Antes de trabalhar na televisão, ele fazia parte do elenco do Grupo Tapa, uma das mais importantes companhias de teatro de repertório de São Paulo. Em seu currículo, ele acumula três filmes e dez peças de teatro. Confira abaixo as obras e os personagens a que ele deu vida nas telinhas.

1998

Meu Pé de Laranja Lima, Henrique

2001

Acampamento Legal, Guarda Florestal

2002

Marisol, Francisco Soares

2004

Metamorphoses, Fábio Fraga

2005

Bang Bang, Constantino Zoltar

2006

Pé na Jaca, Tadeu Lancelloti

2007

Desejo Proibido, Ciro Feijó

2008

Guerra e Paz, Marco Antônio Guerra

2008

Casos e Acasos, Inácio

2009

Caminho das Índias, Raj Ananda

2010

Passione, Mauro Santarém

2011

O Astro, Herculano Quintanilha

2012

Salve Jorge, Théo

 
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